Assim pode se tornar um doador de medula | Saúde

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O que é o transplante de medula óssea?

“O transplante de medula óssea é indicado como tratamento em diferentes doenças hematológicas tanto malignas quanto benignas”, indica o doutor Rafael de Lima Barreto, médico especialista em Hematologia e Hemoterapia, pesquisador de Câncer Hematológico no Instituto de Pesquisa de Saúde BioCruces e especialista de Doctoralia. “Implica, em muitos casos, a única alternativa de cura”.

“Falando em termos casuais, o paciente que recebe o transplante deve primeiro receber um tratamento quimioterápico para deixar sua medula óssea -tumoral – a zero, isto é, o mais limpa e vazia possível”, explica a doutora Ana Isabel Gallardo Morillo, hematóloga do Hospital Vithas Parque San Antonio de Málaga e especializada Doctoralia. “Depois disso, recebe uma espécie de transfusão com as células da medula óssea do doador, que deve assimilar o seu corpo e começar a funcionar como própria em várias semanas, se tudo correr bem”.

Não foi o caso de Paulo Ráez, cujo corpo rejeitou o transplante duas vezes.

Quais são os tipos de transplante?

“Existem dois tipos de transplante de medula”, esclarece Rafael de Lima Barreto. “As células podem proceder do mesmo paciente (transplante autólogo) ou de um doador (transplante alogénico) e podem ser obtidas a partir de sangue periférico, através de um processo chamado aférese, ou diretamente da medula óssea”.

“Para os transplantes alogénicos, é muito importante que o doador seja compatível com o receptor”, destaca a doutora Ana Isabel Gallardo. “A primeira coisa que se busca é um possível doador dentro da própria família, mas, infelizmente, o suporte familiar só tem lugar entre 20-30% dos casos, o que significa que em 7 e 8 de cada 10 casos, é necessário encontrar um doador não aparentado. Esta pesquisa é feita através do registro de doadores que temos a nível nacional e internacional. Por isso, quanto mais pessoas tiver inscritas, maior é a probabilidade de encontrar um doador compatível”.

Como pode se tornar um doador de medula?

A donanción de medula óssea é voluntária e altruísta. Tudo é maior de idade e menos de 55 anos, que disponha de um bom estado de saúde e não sofra de qualquer doença transmissível (como HIV ou hepatite B ou C) pode ser doador. “Não se trata de um transplante de órgão sólido, como pode ser, por exemplo, um fígado, coração ou rim; o que significa, que não requer uma intervenção cirúrgica ou realizar-se na sala de cirurgia”, esclarece a doutora Gallardo.

Em Portugal, costuma ter um centro especializado ou um serviço de hematologia em cada cidade. Pode consultar o mais próximo a você, no site da Fundação Josep Carreras ou da Organização Nacional de Transplantes.

Se cumprir os requisitos, deverá preencher um formulário co seus dados e assinar um consentimento. Depois, você terá que fazer um exame de sangue, para realizar os estudos de identificação genética (HLA). Os resultados serão gravados no Registo Português de Dadores de Medula Óssea (REDMO) e, por sua vez, na Rede Mundial de Doadores. O processo de doação é coordenado pelo Ministério da Saúde, Serviços Sociais e Igualdade, através da Organização Nacional de Transplantes.

No caso de surgir um paciente compatível, você será avisado e se se repetir a análise. Se o doador dá o visto bom e não há nenhuma contra-indicação, nesse momento (isso pode ocorrer muitos anos após se tornar doador), começará o procedimento necessário para o transplante.

O final desse processo pode ser salvar uma vida. Como se associar ao legado de Paulo?

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